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Portugal Pés-a-Pés

Caminhámos com a alma no olhar, numa ânsia de tudo absorver, de arrecadar cada imagem deste nosso belo país. E desta vez metemos pés a um longo caminho.

Portugal Pés-a-Pés

Caminhámos com a alma no olhar, numa ânsia de tudo absorver, de arrecadar cada imagem deste nosso belo país. E desta vez metemos pés a um longo caminho.

Xironda a Redondelo - 1ª Etapa

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De uma fronteira das rotas do contrabando partimos, em demanda de Vilar de Perdizes.
O rio Porto de Rei Búbal, água de transparentes segredos, adoçou a brancura gelada que até aí cobrira os campos. Ainda mal acordado o povoado viu-nos passar e a M508 guiou-nos até Meixide.
A luz do sol, mornos raios numa dança fronteiriça, levava-nos a olhar para trás, para vermos num filtro dourado a cumeeira ornamentada de ventoinhas, a zona raiana e Vilar de Perdizes que se afastavam, agarradas na paz outonal.
Em Meixide deixamos, desfiando memórias ao calor do sol, os homens da terra, saudosos do forno comunitário e da azáfama de outros tempos e tornamos nossa a rua da Laborada que nos levará a Ardãos. Por entre as penedias elevam-se castanheiros, ouro contra o cinza das rochas, desafiando a agrura dos solos e do ar. A montanha, já perto do lugar, vai cedendo terreno aos campos de cultivo, dádiva da natureza ao esforço do homem.
Em Ardãos somos alvo da hospitalidade transmontana: uma garrafa de vinho "ainda mal cozido", um café acabado de tirar, são ofertas saídas da vontade de se dar. E é já com o sol a caminhar para a noite que passámos NogueiraBobadela, vislumbramos Sapelos e, entre o bulício da N103, ganhamos Redondelo. Com os olhos cheios de bucólicos recantos e a vontade arreigada de continuar caminho. Mas não hoje porque 30 Kms já pesam nas pernas...
 
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